quinta-feira, 30 de julho de 2015

A Menina Submersa, Caitlin R. Kiernan (sem spoilers)



Título: A Menina Submersa
Título Original: The Drawning Girl
Escritora: Caitlin R. Kiernan (Estados Unidos)
Ano de Publicação: 2012
Editora: Darkside
Páginas: 320
Gênero: Terror, Fantasia
Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ 


A Menina Submersa é um livro diferente de tudo o que eu já li até hoje. Até mesmo pensar numa sinopse para esse livro é um tarefa difícil. O que posso dizer para aqueles que ainda não leram o livro é que a protagonista, Imp (India Morgan Phelps), é portadora de esquizofrenia paranoide desde a infância. Sua saúde mental é mantida à base de medicamentos. A história do livro é contada em primeira pessoa, pela perspectiva de Imp, e a todo tempo questionamos o que é real e o que não é. Imp é uma das narradoras menos confiáveis que já encontrei na literatura, mas ela é sempre honesta acerca de suas dúvidas (ao contrário da narradora de "A Outra Volta do Parafuso", por exemplo). Esse é um livro que envolve uma fantasia mais sombria, um espécie de terror psicológico, que mistura elementos de contos de fada com fantasmas e sereias. Afinal, o que Imp viu? Uma sereia ou um lobisomem
quinta-feira, 9 de julho de 2015

Lady Susan, Jane Austen (sem spoilers)


Título: Lady Susan
Escritora: Jane Austen (Inglaterra)
Ano de Publicação: 1871
Editora: Pedrazul
Páginas: 111
Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ 


Lady Susan é uma viúva de 35 anos cuja ambição é arranjar um bom casamento para si mesma e outro para sua filha, Frederica. Considerada por todos bela, educada e sofisticada, Lady Susan esconde uma personalidade extremamente sagaz e manipuladora, que não hesita em fazer o necessário para chegar onde quer. 

Quem acompanha o canal e o blog há um tempo sabe que Jane Austen é minha escritora favorita. Como já tinha lido seus seis romances principais, iniciei a leitura de Lady Susan reticente, morrendo de medo de me decepcionar. Felizmente, fui mais uma vez surpreendida pela genialidade de Jane Austen, já que Lady Susan é uma história extremamente inteligente, que tece fortes críticas à Inglaterra do Século XIX. E o que mais surpreende é saber que Jane Austen escreveu essa história antes dos seus 20 anos!

sábado, 4 de julho de 2015

The Shakespeare TAG




Enquanto a criatura aqui não senta a bunda na cadeira para escrever uma resenha, segue uma TAG criada pela Aline Aimée, do blog e canal Litte Doll House. O nome da TAG é "The Shakespeare TAG" e é uma homenagem ao aniversário de Shakespeare. Vocês sabiam que ele nasceu e morreu na mesma data? Coincidência interessante, né? O objetivo da TAG é relacionar falas das peças de Shakespeare com livros da sua estante.

Posso taguear pessoas? Eu quero! Vou taguear:
sábado, 27 de junho de 2015

Os 10 Melhores Filmes de Maio (e os 2 Piores)



Quem lê o blog acompanha o canal? Quem acompanha o canal lê o blog? Na dúvida vou deixar aqui o link para o vídeo em que falo um pouco sobre os filmes e séries que eu assisti em maio desse ano. Como foram muitos filmes, selecionei os 10 melhores filmes do mês, os 2 piores filmes do mês e falei rapidinho das séries no final do vídeo. Para ver a lista de todos os filmes que vi em maio, clique aqui.
segunda-feira, 22 de junho de 2015

Resenhe, se puder: Três Vidas, de Gertrude Stein


Título: Três Vidas
Escritora: Gertrude Stein (Estados Unidos)
Ano de Publicação: 1909
Editora: Cosac Naify
Páginas: 241
Nota: ♥ ♥ ♥


Em "Três Vidas", da escritora norte-americana Gertrude Stein, somos apresentados a três diferentes mulheres, que dão nome aos três contos que compõem o livro: "A boa Anna", "Melanctha" e "A gentil Lena".

Todas a histórias acontecem em Baltimore, nos Estados Unidos. As protagonistas têm em comum a pobreza e a exclusão social.  Anna e Lena são imigrantes alemãs que ganham a vida como criadas e Melanctha é uma mulata com um histórico familiar complicado que vive de pequenos trabalhos informais. As três sofrem preconceito e uma grande opressão social, seja por conta de sua sexualidade (Anna é homossexual e Melanctha é bissexual), seja por conta de sua origem pobre. As três também encontram finais semelhantes.
sexta-feira, 19 de junho de 2015

Desafio Por que Ler os Clássicos: Cândido, de Voltaire


Título: Cândido ou o Otimismo
Escritor:  Voltaire (França)
Ano de Publicação: 1759
Gênero: Sátira
Editora: L&PM 
Páginas: 146
Nota: ♥ ♥ ♥ 


Sim, estou fazendo mais um desafio literário! 

Mas Eduarda, e aquele post sobre não enfrentar mais desafios literários esse ano? Pois é. Eu tentei, mas foi inútil resistir a esse desafio cheio de clássicos, meu gênero literário favorito (se é que clássico é um gênero). 

Quem me apresentou a esse desafio foi a Olivia, do Biblioconto. Ele é baseado na obra do Ítalo Calvino chamada "Por que Ler os Clássicos". Cada capítulo é dedicado a uma obra ou escritor considerados clássicos da literatura. Nesse mês de junho o livro escolhido foi Cândido, de Voltaire. E vamos a ele!

Poucos não temem essa obra quando percebem que seu autor é ninguém menos que Voltaire, um dos mais influentes filósofos do Iluminismo e uma das vozes que inspirou a Revolução Francesa. Cândido é, entretanto, um livro extremamente divertido, de linguagem simples e leitura rápida. O protagonista é Cândido, um jovem otimista cujo guia filosófico é o sábio Pangloss. Quando Cândido, após se apaixonar pela bela Cunegundes, é expulso do castelo em que vivia, passa a vagar pelo mundo, encontrando no meio do caminho os mais diversos personagens e as mais diversas filosofias de vida.
segunda-feira, 8 de junho de 2015

10 Motivos para Ler Stoner, de John Williams


Título: Stoner
Escritor:  John Williams (Estados Unidos)
Ano de Publicação: 1965
Editora: Rádio Londres
Gênero: Drama
Páginas: 314
Nota: ♥ ♥ ♥ 


O livro conta a história de William Stoner, um homem que, por ser filho de humildes camponeses, estava destinado à vida no campo. É seu amor pela literatura que faz com que ele trilhe um caminho bem diferente: torna-se professor universitário. Em Stoner, acompanhamos 50 anos da vida pacata, simples e aparentemente insignificante desse homem, desde sua infância até sua morte.

Confesso que demorei a entender por que uma história tão banal estava agradando tantos leitores e recebendo tantos elogios da crítica. Duvidei de seu potencial e comecei a leitura desconfiada. Se você, como eu, também está reticente, ou até descrente, deixo aqui 

10 MOTIVOS PARA LER STONER: