terça-feira, 26 de maio de 2015

Frankenstein, Mary Shelley


Título: Frankenstein, ou o Prometeu Moderno
Título Original: Frankenstein, or the Modern Prometheus
Escritora:  Mary Shelley (Reino Unido)
Ano de Publicação: 1818
Editora: Hedra
Gênero: Gótico/Horror/Suspense
Páginas: 268
Nota: ♥ ♥ ♥ 


O livro conta a história de Victor Frankenstein, um jovem suíço de família abastada que tem grande interesse pelas ciências naturais desde a infância. Os alquimistas, em especial, o fascinavam. Já mais velho, estudando na Universidade de Ingolstadt, na Alemanha, ele descobre o segredo por trás da criação da vida. Seu primeiro experimento é uma criatura formada por partes de vários corpos humanos. O que Frankenstein não imaginou é que sua criatura tivesse a grotesca aparência de um monstro.

Frankenstein é hoje um clássico da literatura de terror e um notório representante do estilo gótico. É considerado o primeiro livro de Ficção Científica da História. Junto com "Drácula" e "O Médico e o Monstro" ele forma a tríplice aliança do terror. Sua importância para a cultura pop é tamanha que o monstro que hoje permeia o imaginário popular - verde, lento e com parafusos na cabeça - é o retratado por Boris Karloff no filme de 1931, e não o do livro - veloz, amarelado e de olhos cinzentos. 
sábado, 23 de maio de 2015

Parceria: Editora Rádio Londres


O Maquiada na Livraria agora é um blog parceiro da Editora Rádio Londres. Isso significa, em outras palavras, que o blog receberá alguns livros da editora para resenha. Em breve falarei sobre Stoner, do John Williams ; ) 

A Rádio Londres é uma das mais novas editoras brasileiras. O catálogo da editora, que pode ser acessado clicando aqui, contém, até o momento, cinco livros de ficção estrangeira:

- Stoner, John Williams
- A Vida em Espiral, Abasse Ndione
- Viva a Música, Andrés Caicedo
- Estação Atocha, Ben Lerner
- Minotauro, Benjamin Tammuz  

A proposta editoral da Rádio Londres é trazer para o Brasil livros únicos e que encontravam pouco ou nenhum espaço no atual mercado editorial brasileiro. 
terça-feira, 19 de maio de 2015

Um Rio chamado Tempo, uma Casa chamada Terra, Mia Couto


Título: Um Rio chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra
Escritor:  Mia Couto (Moçambique)
Ano de Publicação: 2002
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Realismo Fantástico/Drama
Páginas: 262
Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ 

Na história, Marianinho, um estudante universitário, retorna a sua cidade natal - a ilha de Luar-do-Chão - para o enterro do avô. Afastado das tradições locais há muitos anos, Marianinho vê-se repentinamente obrigado a enfrentar confusos dramas familiares, sociais e políticos, que são agravados por alguns eventos de natureza mística.

Falar de Um Rio chamado Tempo, uma Casa chamada Terra não é uma tarefa fácil. Mia Couto dá a sua narrativa um tom fantasioso que muito se assemelha ao Realismo Fantástico Latino-Americano do Século XX, eternizado por Gabriel García Marquez em "Cem Anos de Solidão". Aqui o real e o impossível misturam-se, as superstições concretizam-se e as intrincadas tradições moçambicanas justificam-se. Paradoxalmente, esses toques de fantasia tornam a realidade ainda mais palpável, já que ela vem carregada de sentimentos, de história e de vida. Ao narrar um acidente de barco, por exemplo, Mia Couto escreve:
domingo, 10 de maio de 2015

Resumo de Abril de 2015



Saldo final de HQs: 
  • Fábulas: Filhos do Império (volume 9) ♥ ♥ ♥
  • Monster (volumes 1-4) ♥ ♥ ♥ ♥ 
Estou lendo Fábulas apenas por diversão, já que a história vem avançando muito lentamente. Já Monster foi uma grata surpresa. É simplesmente eletrizante! Aquele tipo de HQ que você não consegue parar de ler.
terça-feira, 5 de maio de 2015

Prelúdio à Fundação, Isaac Asimov


Isaac Asimov
Título: Prelúdio à Fundação
Título Original: Prelude to Foundation
Escritor: Isaac Asimov (russo, naturalizado americano)
Ano de Publicação: 1988
Editora: Aleph
Gênero: Ficção Científica
Páginas: 456
Nota: ♥ ♥ ♥ 

A Trilogia da Fundação de Isaac Asimov, publicada de 1942 a 1953 e ganhadora do prêmio Hugo em 1966, é hoje um clássico imperdível da Ficção Científica. Inicialmente, eram apenas três livros, nessa ordem: Fundação; Fundação e Império; Segunda Fundação. 

A partir de 1981, ou seja, quase trinta anos depois da publicação da trilogia original, Asimov, persuadido por seus fãs e seus editores, adicionou mais quatro livros à série da Fundação: dois que se passam depois da história contada na trilogia original e dois que se passam antes da história original. 
domingo, 26 de abril de 2015

Sete Narrativas Góticas, Karen Blixen


[Lido para o Fórum Entre Pontos e Vírgulas]
Título: Sete Narrativas Góticas
Título Original: Seven Gothic Tales
Escritor: Karen Blixen (Dinamarca)
Ano de Publicação: 1934
Editora: Cosac Naify
Páginas: 480
Nota: ♥ ♥ ♥ 

Sete Narrativas Góticas, da escritora dinamarquesa Karen Blixen, foi publicado pela primeira vez em 1934, três anos antes de "A Fazenda Africana", livro que a tornaria uma das escritoras mais famosas da atualidade. 

Enquanto A Fazenda Africana é um livro de memórias, um relato autobiográfico dos anos que a escritora viveu na África, Sete Narrativas Góticas segue um caminho completamente diferente. O leitor encontrará aqui sete contos que contém elementos do gótico: castelos, fantasmas, duelos, demônios e feiticeiras. Blixen agrega ainda a esses elementos uma atmosfera de sonho e uma escrita labiríntica em que histórias são contadas dentro de histórias. O resultado final é um livro que transita entre o onírico e o real, deixando o leitor sempre incerto quanto ao seu desfecho.
segunda-feira, 20 de abril de 2015

Desafios literários: atualizações e por que decidi reduzi-los esse ano.


Em 2014 eu encarei quatro desafios literários: Desafio de Rory Gilmore, 1001 Livros para Ler Antes de Morrer, Desafio Livrada 2014 e Leia Mulheres 2014. Para acompanhar meu progresso nos desafios, clique aqui.

Os desafios literários têm um aspecto muito positivo. Eles nos fazem sair de nossa zona de conforto, seja através de gêneros literários com os quais não estamos acostumados, seja através de escritores que normalmente não lemos. Crescemos como leitores a cada novo desafio que nos propomos a enfrentar. Mas os desafios literários também têm um aspecto negativo. Eles muitas vezes nos fazem abandonar as leituras que realmente queremos fazer. Em 2014 deixei de lado muitos livros que não faziam parte de nenhum desafio e me arrastei em leituras que não queria fazer. Me vi no papel de uma malabarista de circo, tentando conciliar os livros que eu queria ler com os livros dos desafios.