Título: Um Rio chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra
Escritor: Mia Couto (Moçambique)
Ano de Publicação: 2002
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Realismo Fantástico/Drama
Páginas: 262
Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Na história, Marianinho, um estudante universitário, retorna a sua cidade natal - a ilha de Luar-do-Chão - para o enterro do avô. Afastado das tradições locais há muitos anos, Marianinho vê-se repentinamente obrigado a enfrentar confusos dramas familiares, sociais e políticos, que são agravados por alguns eventos de natureza mística.
Falar de Um Rio chamado Tempo, uma Casa chamada Terra não é uma tarefa fácil. Mia Couto dá a sua narrativa um tom fantasioso que muito se assemelha ao Realismo Fantástico Latino-Americano do Século XX, eternizado por Gabriel García Marquez em "Cem Anos de Solidão". Aqui o real e o impossível misturam-se, as superstições concretizam-se e as intrincadas tradições moçambicanas justificam-se. Paradoxalmente, esses toques de fantasia tornam a realidade ainda mais palpável, já que ela vem carregada de sentimentos, de história e de vida. Ao narrar um acidente de barco, por exemplo, Mia Couto escreve:






