segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Máquina do Tempo, H.G. Wells


Título: A Máquina do Tempo
Título Original: The Time Machine
Escritor: H.G. Wells (Reino Unido)
Ano de Publicação: 1895
Editora: Objetiva (Alfaguara)
Páginas: 145
Gênero: Ficção Científica

Ler A Máquina do Tempo é ter acesso à mentalidade científica do século XIX e às primeiras ideias concebidas sobre a viagem no tempo. Esse foi o livro que inaugurou, dentro da Ficção Científica, o subgênero viagem no tempo. Hoje um clássico, A Máquina do Tempo foi a base e a inspiração para muitas das histórias de viagem no tempo que surgiram depois.

O Viajante do Tempo (o narrador da história não nos conta seu nome) cria uma máquina capaz de transportá-lo para o passado ou para o futuro. H.G. Wells não explica o funcionamento desta máquina, limitando-se a descrever a primeira aventura deste viajante para um tempo futuro, especificamente para o ano de 802.701, em que a humanidade dividiu-se em duas grandes raças: os Eloi, seres belos e infantilizados que vivem na superfície da Terra, e os Morlock, seres atrofiados e pálidos que vivem no subsolo.
domingo, 6 de julho de 2014

Vigiar e Punir, Michel Foucault


Título: Vigiar e Punir
Título Original: Surveiller et Punir
Escritor: Michel Foucault (França)
Ano de Publicação: 1975
Editora: Vozes
Páginas: 262

O sociólogo francês Michel Foucault faz, em Vigiar e Punir, uma genealogia do poder punitivo do Estado e do complexo científico-judiciário onde ele se apoia, fixando seu olhar principalmente nos mecanismos de poder que perpassam essa punição de alguém pela prática de uma conduta considerada criminosa. Genealogia, aqui, é analisar a evolução de um conceito (no caso, o Poder de Punir) ao longo do tempo. Foucault analisa, em Vigiar e Punir, os instrumentos utilizados pelo poder de punir desde a Era Clássica, marcada pela técnica dos suplícios, até a Era Moderna, marcada pela pena de prisão.

Ler Vigiar e Punir é um desafio. Primeiro porque Foucault utiliza uma terminologia própria, que muitas vezes exige pesquisa para ser bem compreendida; segundo porque o livro demanda um comprometimento emocional, já que a realidade denunciada por Foucault nessa obra é difícil de ser digerida. Daí porque Vigiar e Punir exige amadurecimento por parte do leitor, que encontrará dificuldade tanto no texto quanto na temática. Quem chega ao final, entretanto, é agraciado com uma nova visão de mundo, com uma abertura de horizonte como poucas obras são capazes de proporcionar.
terça-feira, 1 de julho de 2014

As Virgens Suicidas, Jeffrey Eugenides


Título: As Virgens Suicidas
Título Original: The Virgin Suicides
Escritor: Jeffrey Eugenides
Ano de Publicação: 1994
Editora: Rocco (Selo L&PM)
Páginas: 206

Em As Virgens Suicidas, um narrador do qual nunca chegamos a conhecer o nome relata fatos ocorridos durante sua adolescência em um subúrbio americano. A principal atração da vizinhança é a família Lisbon, composta por um pai, uma mãe e cinco filhas de beleza impressionante. Logo nas primeiras páginas o leitor é informado do suicídio de todas as cinco meninas e convidado a tentar compreender, junto com o narrador, as causas dessa tragédia.

As Virgens Suicidas, apesar de sua temática polêmica e trágica, nunca se torna melodramático ou triste, já que o narrador da história, desde o início, fala dos suicídios com uma frieza técnica, estando mais interessado em levar o leitor para um caminho investigativo, e não sentimental. O livro é um relato quase obsessivo do dia a dia das meninas, permeado por referências a provas colhidas ao longo dos anos: um diário, fotos, objetos pessoais das garotas, depoimentos, trabalhos escolares, etc. Todos esses elementos contribuem para que o livro por vezes se assemelhe a um romance policial que, ao invés de recontar um homicídio, reconta suicídios.
quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reparação, Ian McEwan


[Lido com a Flávia, do blog Em Algum Lugar da Imaginação]

Título: Reparação
Título Original: Atonement
Escritor: Ian McEwan (Inglaterra)
Ano de Publicação: 2001
Editora: Companhia das Letras 
Páginas: 272 (Edição Econômica)

Reparação tem início no verão de 1935 e é ambientado na propriedade dos Tallis, uma família inglesa de classe média alta. Cecilia, a filha do meio, acabou de se formar na Universidade de Cambridge e está passando um último verão com a família, antes de iniciar uma vida independente; Leon, o filho mais velho, está sendo ansiosamente aguardado com um jantar de boas vindas; e Briony, a filha mais nova, de apenas 13 anos, está montando uma peça de teatro escrita por ela mesma e que será apresentada para seu irmão no dia de sua chegada. Na propriedade ainda moram Grace, uma das empregadas da casa, e seu filho Robbie, cuja educação em Cambrigde foi financiada pelos Tallis. Quando se inicia um envolvimento amoroso entre Robbie e Cecilia, a imaginação de Briony e sua vontade de um dia ser uma escritora voam soltas, com consequências imprevisíveis.
sexta-feira, 20 de junho de 2014

Leituras de Maio (e Lendo em Junho)




Livros Mencionados (lidos):
- A Letra Escarlate, Nathaniel Hawthorne
- Os Próprios Deuses, Isaac Asimov
- Ubik, Philip K. Dick
- Anne de Green Gables, L.M. Montgomery
- Branca de Neve e Rosa Vermelha, Irmãos Grimm

Livros Mencionados (lendo):
- A Casa dos Espíritos, Isabel Allende
- Reparação, Ian McEwan
- Middlemarch, George Eliot
- Vigiar e Punir, Michel Foucault
sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Casa dos Espíritos, Isabel Allende


Título: A Casa dos Espíritos
Título Original: La Casa de los Espíritus
Escritora: Isabel Allende (Chile)
Ano de publicação: 1982
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 448

A Casa dos Espíritos é o livro mais famoso da escritora chilena Isabel Allende, que afirma ter buscado inspiração em sua própria família para criar essa obra. O livro conta a história da família Trueba no Chile dos anos 20 até os anos 70, quando acontece o golpe militar que depõe Salvador Allende e coloca Augusto Pinochet no poder, iniciando a Ditadura Militar chilena.

A Casa dos Espíritos é um livro que tem alguns aspectos positivos e alguns aspectos negativos, podendo ser considerado apenas bom quando comparado a outros livros que contam sagas familiares, a exemplo dos infinitamente superiores Cem Anos de Solidão, Viva o Povo Brasileiro e A Gloriosa Família. Comparações à parte, o livro tem grande importância histórica por contar uma história que é a história de boa parte dos países da América Latina: a das Ditaduras Militares.
quarta-feira, 4 de junho de 2014

Anne de Green Gables, L.M. Montgomery


Título: Anne de Green Gables
Título Original: Anne of Green Gables
Escritor: Lucy Maud Montgomery (Canadá)
Ano de Publicação: 1908
Editora: Martins Fontes
Páginas: 480

Escrito em 1908 pela canadense Lucy Montgomery para leitores de todas as idades, Anne de Green Gables tornou-se um sucesso principalmente entre o público infantil, sendo hoje considerado um clássico. O livro conta a história de Anne, uma órfã que é adotada por um casal de irmãos e passa viver em uma pequena comunidade rural fictícia chamada Avonlea, na ilha de Príncipe Eduardo, no Canadá. Devido a sua personalidade cativante, espontânea e expansiva, Anne rapidamente faz diversos amigos, mas também se envolve em várias  (e divertidas) confusões.

Anne de Green Gables é um livro sobre a beleza e a inocência da infância, mas também sobre os desafios de crescer. A escrita de Lucy Montgomery mistura uma bem humorada ironia com belíssimas descrições e uma inteligente construção de personagens. Anne cativa o leitor imediatamente por sua força diante das adversidades. Essa é uma criança que nunca teve um lar nem quem a amasse, mas que nunca abandonou seu jeito esperançoso, sonhador e franco. Anne inspira admiração e às vezes tristeza, mas nunca pena, já que nunca questionamos seu imenso potencial de sobrevivência.